22.1.11

Brasil: a educação e os 11 desafios para 2011


No início de cada ano, como todo bom brasileiro, minhas esperanças são sempre renovadas.

No entanto, tenho percebido que, nenhuma realidade deste mundo consegue se transformar por si só ou, exclusivamente, com a esperança.

Assim, justifico e inicio esse texto mostrando o papel da educação na superação dos grandes desafios brasileiros neste e nos próximos anos:

(1) Combater, sem tréguas, o crime organizado.
(2) Lutar para superar as muitas formas de discriminação.
(3) Erradicar a pobreza extrema e criar oportunidades para todos.
(4) Ampliar a produção e o consumo de nossos bens culturais.
(5) Consolidar o Sistema Único de Saúde.
(6) Combater as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra a juventude.
(7) Investir em obras estruturais nos Estados e Municípios.
(8) Mostrar ao mundo que é possível crescer sem destruir o meio ambiente.
(9) Manter a estabilidade econômica.
 
(10) Melhorar a qualidade do gasto público.

Para transformar qualquer realidade que seja é preciso, primeiramente, refletir e, em seguida, agir sobre ela.

O desenvolvimento crítico das pessoas, através da prática da reflexão, é condição primeira para transformação

Por esse motivo, a figura do professor dota-se de relevância e, conseqüentemente, de responsabilidade na formação de estudantes aptos para superarem as contradições do nosso cotidiano

Contradições que não são poucas, como vocês perceberam nas imagens acima.

Precisamos de um ensino reflexivo ao invés da pura exposição de um conteúdo.

Precisamos de um ensino baseado no diálogo permanente entre o professor e o aluno, capaz de formar, cada vez mais, sujeitos aptos a refazerem a realidade

Esse é o sentido da educação.

Esse é o sentido do “ser professor” (vídeo abaixo).

Esse é o sentido do “ser aluno”.

video
                                                               (11) Valorizar os professores 

Se nesse processo, um dos dois – aluno ou professor – deixa de ser protagonista, o conhecimento não se recria e, conseqüentemente, da realidade se dissocia.

E, ao se dissociar, formam-se oposições.

Fazendo uma analogia aos partidos políticos brasileiros:

Ao se praticar um ensino separado da realidade, é como se, atualmente, tentássemos formar uma coligação entre o PT e o PSDB e, dessa relação, esperássemos a produção de frutos virtuosos (?!?)

Pouco provável.

Afinal, a realidade é dinâmica, movimentada, não comportada e descompartimentada.

E o ensino, muitas vezes, tem sido estático, comportado e compartimentado.

Agora, com esse ensino deficitário, pergunto-lhes:

Quando é que despertaremos para reconhecer criticamente e agir sobre os desafios mostrados nas imagens acima?

Quanto tempo conseguiremos permanecer na condição de Lagartas Gordas? (*)

Por fim, acredito que, ainda que o conformismo continue encontrando portas abertas para se alojar, a reflexão crítica continuará sendo a maior arma contra a estagnação social.

"O Pensador" é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin.
Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.



(*) A expressão Lagartas Gordas não foi pensada para ofender, perverter ou ironizar, mas sim, para fazer uma crítica ao medo de ousar das pessoas, que preferem permanecer acomodadas.
_______________
Um abraço aos meus queridos leitores! 
Quero informar-lhes que, a partir dos comentários deixados no post anterior "Educação: da teoria à prática",  novas idéias apareceram e inclusive, alguma delas, já foram colocadas nesse texto que acabaram de ler.
Continuem participando e comentando para ampliarmos, cada vez mais, nossas discussões.
Até o próximo texto! ;D

19 comentários:

  1. Parabéns pelo blog!

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  2. ...E que as esperanças sejam sempre renovadas. O segredo consiste em não aderir o conformismo. Desta forma, aderindo-o, estaremos rumo ao regresso, ou seja, não basta somente a esperança ou o não-conformismo. Precisa-se de mais, bem mais... Tudo se inicia na ação. Este é o primeiro passo para qualquer tipo de transformação. Sejamos a transformação que queremos ver no mundo.
    Parabéns pelo blog. Sem dúvida um ótimo meio de serviço social. Conteúdo é tudo: LagartasGordas :D

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  3. parabéns. muito importante e reflexivo :)

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  4. O texto é bastante pertinente...pq naum adianta tomarmos uma atitude de transformação sem antes pensar...e mais do que pensar, "pensar criticamente"...é este o conjunto que promoverá a transformação de fato...

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  5. Claudia Wesselka22 janeiro, 2011

    Muito bom! Parabéns. Ótimo a idéia da importância da educação no desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural da sociedade. E tem uma frase que me deparei esta semana que achei muito expressiva: "NÓS NÃO HERDAMOS A TERRA DE NOSSOS PAIS. NÓS A EMPRESTAMOS DE NOSSOS FILHOS".

    Bem, a meu ver a educação é o princípio do respeito, da conscientização, da vontade de estabelecer e cumprir metas, de crescer e desenvolver individualmente ou em equipe, de querer só um indivíduo ou todo um mundo melhor.

    Parabéns pela abordagem do tema, Jenipapo.
    Muito sucesso!!! =D

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  6. Mais um ótimo texto.
    Por mais que seja triste, em alguns momentos me sinto uma lagarta gorda. Penso que poderia me engajar mais em aspectos políticos e sociais de nosso país.
    Sei que é interessante a crítica, mas acho que nossas atitudes valem mais que mil críticas.
    Se todos ( e eu me incluo nisso) fizéssemos nosso papel de cidadão, talvez os professores não seriam tão responsáveis por essa postura estática que nós temos diante do atual sistema de ensino.
    Parebéns pelo texto jenipao. Que o sentimento de esperança esteja presente em todos nós!

    bj
    Pitanga

    Parabéns pelo texto

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  7. realmente são metas incríveis para se buscar alcançar durante esse ano, e com certeza também são possíveis, gostaria mesmo de que ao final desse ano pudéssemos todos voltar aqui e comentar quão grande foram as mudanças positivas no nosso país, bem, isso depende muito de todas as pessoas, por enquanto o que posso fazer é torcer, e não ficar parado, todos devemos procurar uma forma de agir em favor dessas metas. ótimo texto ricke, abração cara :D

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  8. Olá Pitanga,

    Agradeço seu comentário!

    Se sentindo um pouco lagarta gorda? você não foi a primeira pessoa que me disse isso...
    No entanto, eu quero reforçar para você e para todos os leitores que ninguém É, definitivamente, Lagarta Gorda, pois isso é uma condição e como tal, pode ser modificada, se assim quisermos.
    Acredito que todos, em algum momento da vida e por diversos motivos, já foram Lagartas Gordas, porém, o mais importante é percebermos isso para sairmos dessa condição!
    Quando você diz: "...Sei que é interessante a crítica, mas acho que nossas atitudes valem mais que mil críticas..." quero esclarecer que no texto, a minha intenção foi mostrar a crítica como fruto da reflexão e não como sinônimo de (pessoa crítica = pessoa cricri = chata, que só opina e nada faz).
    Tem um parágrafo no texto que eu disse assim: "...Para transformar qualquer realidade que seja é preciso, primeiramente, refletir e, em seguida, AGIR sobre ela..."
    Dessa forma, acredito podermos avançar muito mais, não só na educação, mas em todas as áreas da sociedade.

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  9. Olá Davi,

    Agradeço seu comentário!

    No final de 2011 e nos anos que se seguem, concordo contigo, estaremos aqui para analisar o quanto avançamos em cada um desses 11 desafios!
    Gostei muito da sua idéia, aliás, poderíamos também ir acompanhando as notícias da mídia para verificar como se dará o cumprimento dessas metas pelo governo, empresas e sociedade civil em geral.
    Afinal, apesar de tantas subdivisões sociais, somos todos brasileiros, um único povo, AINDA BEM!

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  10. Olá Cláudia,

    Agradeço seu comentário!

    É isso mesmo: falar de educação é legal porque é dela que saeem as pessoas que atuarão na sociedade. Além disso, ela possui esse caráter plural, englobando
    diversos setores da sociedade como expus nos 11 desafios para o Brasil em 2011.

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  11. Olá Paula e Marina,

    Agradeço os comentários e as visitas!

    Refletir deveria ser condição primeira para nossas atitudes, seja em sala de aula, seja no trabalho...
    Precisamos estimular mais essa prática!
    E o mais legal é que todo mundo, a seu modo, a seu tempo, pode contribuir com isso!

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  12. Olá Alex Júnior,

    Agradeço seu comentário!

    Pode ter certeza que o blog continuará nessa linha, contando obviamente com a opnião de todos vocês para melhorá-lo.
    Fiquei feliz ao ler que você considera o blog Lagartas Gordas um instrumento de serviço social!

    Concordo contigo quando diz "...não basta somente a esperança ou o não-conformismo...", pois tenho me deparado com muitas situações em que a espera pera melhora tem feito as pessoas deixarem de refletir sobre a estagnação, esperando que a solução venha dos outros...
    Precisamos acreditar mais no coletivo, discutindo e avançando humanísticamente sobre os diversos entraves sociais.

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  13. Bem interessante o texto.. e é isso mesmo os professores são muito importantes no processo de formação dos jovens e eles tem que debater sobre esses assuntos em salas de aula para que os alunos pensem e, criem dúvidas e tirem suas conclusões para dai sim as mudanças acontecerem.

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  14. Rodrigo Arias.23 janeiro, 2011

    Parabéns mais uma vez pelo desenvolvimento do conteúdo do blog.
    Acredito que cada pessoa que se forma no ensino médio, que durante todo esse tempo tenha ganho um mínimo de carga intelectual ou basicamente uma educação que o faça entender o que é a vida, suas responsabilidades e as possibilidades que existem para cada um tornar-se uma pessoa de bem, com saúde e um bom trabalho, e que após esse período se defronte em uma situação onde o conhecimento ‘ganho’ durante todos esses anos de estudo é essencial para a conquista do mesmo, para e pensa: “puxa, eu poderia te aproveitado melhor meu tempo na escola”. Eu fui uma dessas pessoas.
    Sempre gostei de estudar, fazer trabalhos na escola e me aplicava nos assuntos que me sentia envolvido. Confesso que esse envolvimento vinha de estímulos externos como alguns programas que eu assistia na TV Cultura e documentários que algumas vezes tinha a oportunidade de assistir. Por que eu não recebia esse estímulo dentro da escola?
    Estudei em escola do Estado e em qualquer ano que estudei meu objetivo foi, único e exclusivo, passar de ano. Esse era meu estimulo para estudar, ou seja, decorar as questões para a prova!
    Lendo alguns comentários pelo Blog e seu conteúdo, uma pergunta que me vem à cabeça é a seguinte:
    É culpa do aluno o ensino (principalmente o público) seguir essa linha de raciocínio? O professor passa a matéria, explica, e cabe ao aluno aplicar-se e estimular-se a desenvolver o conhecimento?
    É culpa do professor? Cabe ao professor não apenas passar a matéria e explicá-la, mais também estimular os alunos a buscar o conhecimento e ensiná-los da importância que esse conhecimento tem na vida integral de cada indivíduo?
    É culpa dos governantes? Cabe ás pessoas que governam e são responsáveis pela educação no Brasil essa falta de estímulo na educação?
    Se para a maioria das pessoas que assumem algum papel político, a importância desse cargo é meramente a de conseguir uma condição financeira estável e de ótima (ou excelente) remuneração, quanto mais ignorante for a população, mais fácil de ser manipulada , principalmente com promessas em época de eleição? Salários baixos e má estrutura na rede de ensino não podem influenciar e desanimar a maioria dos professores na hora em que eles assumem a missão de educar? Essa facilidade e comodidade estabelecida para com o aluno, como único compromisso de passar de ano e ter o ensino médio como objetivo de vida, apenas porque a maioria das empresas e empregadores exige que se tenha essa formação escolar?

    Depois de tanto texto, minha pergunta é simples: “ Para nossos governantes, qual é o objetivo da educação no Brasil?”

    O principal estímulo não deveria vir de cima, ampliando não só a qualidade geral do ensino e de quem ensina, mais também mostrando para esses estudantes o que o conhecimento pode fazer por eles?

    Um grande abraço.

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  15. Carla Moraes - Jagunça24 janeiro, 2011

    Parabéns pelo blog e pelo texto!

    Concordo quanto aos desafios que listou e que devemos ter esperanças de melhoras. Mas, como você mesmo disse, que nossas esperanças sejam auxiliadas por reflexões e ações para a melhoria da educação e, consequentemente, do país.
    Acho que se encaixa neste tema uma frase de John Kennedy: "Não pergunte o que o seu país pode fazer por você e sim o que você pode fazer por ele".

    Se queremos mudança, todos devem agir e deixar a posição de lagartas gordas!

    Abraços!

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  16. Sem dúvida educação é complexa, sendo um processo que exige cautela e tempo para a transformação. Afinal ela se rasteja pelos séculos..., No passado a alfabetização era algo digno apenas da elite. Mas hoje, como está a educação?
    A educação de qualidade é um privilégio de qual classe social?
    Qual é objetivo do governo? É comum ouvir as vangloriações devido aos números que são divulgados. É um tal de aumento da taxa de alfabetização; da porcentagem de jovens e adultos cursando o ensino fundamental ou Médio ou então por já terem concluído; e atualmente a outra lastima, pois o ensino superior vem perdendo seu glamour. Evidentemente é muito mais interessante e rápido multiplicar os números do que fazer-los com qualidade. E assim, cada vez mais imploramos por uma estratégia conjunta capaz de incrementar com qualidade esses índices.
    Até que ponto o governo está interessado em um ensino básico de qualidade? Até mesmo porque seus filhos e netos nunca freqüentaram uma escolha pública.
    Quantas de nos estaremos dispostos a refazer nosso ensino básico, o médio, ou então um curso superior? Até o ponto de conseguirmos uma boa formação?
    Quanto a Universidade! (Aqui não faço a devida distinção das diferenças entre Universidade, Faculdade ou demais esquemas estruturais que os cursos superiores podem ser agrupados)
    Sempre acreditei que todas as pessoas deveriam cursar um curso superior, pois além do incremento do conhecimento técnico oriundo das particularidades de cada área a Universidade como o próprio nome diz, nos revela todo um universo a ser explorado, com um desafio de acreditar em nosso próprio potencial. Talvez, o curso superior seja mais uma forma interessante de provocar mudanças na forma das pensar das pessoas, e tudo isto faça parte do processo de aprendizagem, que sutilmente poder-se-á desenvolver a capacidade de sonhar e de acreditar verdadeiramente em sonhos, de se lutar e buscar os resultados do empenho.
    A partir de então, Será que as pessoas que terminam um curso superior estão instigadas ao ponto de acreditar em seu potencial?
    Acreditar que ela será a mudança que precisamos?
    Ou se despedirá das carteiras já condenada a se lamentar a condição que o sistema impõe?
    A realidade do ensino público em muitos lugares é uma piada, ora não se tem infra-estrutura, outras vezes nem recursos para compra de materiais de consumo. Alegrando-se com o salário de fome de professores e as condições insanas de trabalho, ... Tudo isso contribui para a desastrosa cascata de dane-se, eu faço mais ou menos para ganhar meu salarim no final do mês.
    Julgar?
    Será que ainda temos coragem de culpar os professores?
    Ou será que se estivesse no lugar deles poderíamos estar fazendo algo similar?
    Até quando, ou até que momento permaneceremos nesta condição?
    Falar em universidade publica, é uma forma de inconscientemente se referir a apenas uma camada da sociedade, afim não é novidade nenhuma que a maioria dos seus alunos advém do ensino privado (salvo a algumas exceções, mas numericamente é isto que acontece). Isto toma maiores proporções quando estendemos nossos olhos sobre as grandes Universidades Brasileiras, as de renome.
    Quando que o ensino público inicial dará suporte para que nossos filhos terem competitividade adequada para cursar em uma “GRANDE UNIVERSIDADE”?
    E as discrepâncias entre Universidade Públicas?
    São interessantíssimas as grandes diferenças no ensino, na qualidade de pesquisa e extensão que são desenvolvidas frente a cada realidade do público estudantil e o repasse orçamentário de cada universidade possui. Monstruosas são as diferenças entres os nossos Estados. E o sonho é que hoje sejamos sementes que possam levar a transformação para essas regiões.
    São muitas as inquietações, pois ainda teremos que exercitar muito a nossa capacidade de superação. Por fim, educação pode ser a peça chave para a mudança de um povo, mas é complexo e requer um tempo...
    ...Mas um tempo que precisar ser encarado como possível hoje.

    Muito legal o texto..., abraxx guri

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  17. Patrícia Pires27 janeiro, 2011

    Oo meu querido...Parabéns pelos textos!
    Escreve de forma clara e simples, fazendo a gente refletir muito sobre tudo!

    Parabéns, parabéns!!
    Beijão

    Paty

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  18. Olá Carla,

    Agradeço seu comentário!

    Você entendeu bem o sentido do termo "Lagartas Gordas". Os textos aqui do blog, apesar de serem voltados principalmente à tematica Educação, se aplicam a outras também, uma vez que a acomodação é um "mal transdisciplinar".

    Continue com o Lagartas Gordas!
    Continue contribuindo,

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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  19. Olá Rodrigo e Anônimo,

    Seus comentários contém muitas perguntas e, ao invés de respondê-los por aqui, serão transformados em post em breve.
    Continuem participando!

    Obrigado,

    Richardson
    Redator do Blog Lagartas Gordas

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