28.2.11

Parabéns para o Blog: 2 meses

O Blog Lagartas Gordas (*) completa, hoje, dois meses de existência com:
  • 9 textos originais. Uma média de mais de um texto por semana.
  •  3.481 visitantes, sendo 3.101 originados do Brasil (89%) e os demais, 380, de outros países. Uma média de 60 visitantes por dia e 435 por semana.
  •  132 comentários críticos. Uma média de 15 comentários por texto.
  •  39 seguidores no Google friend connect. 
Parabéns a todos! =D

(*) A expressão Lagartas Gordas não foi pensada para ofender, perverter ou ironizar, mas sim, para fazer uma crítica ao medo de ousar das pessoas, que preferem permanecer acomodadas.

24.2.11

Pesquisador no Brasil: ser ou não ser, eis a questão

O Brasil tem demonstrado atualmente um aumento no grau de maturidade democrática, estabilidade econômica e inclusão social que nos permite, independente de nossas profissões, sonhar grande.

Na área científica, dados mais recentes, de 2008, mostram que o Brasil subiu degraus no ranking da produção científica mundial, ao passar da 15ª para a 13ª colocação, superando Holanda e Rússia.

Na década de 90 o Brasil detinha apenas 0,6% da produção científica mundial, subindo para atuais 2,6%. Os EUA ainda lideram esse ranking com 29% de todos os artigos publicados no mundo, enquanto a China possui 9,9%.

Além disso, o Brasil formou cerca de 10 mil novos pesquisadores doutores, um crescimento de dez vezes em 20 anos. Desse total, só a USP é responsável por 20%, Unicamp 9% e a Unesp 7,6%.

Produzimos, hoje, ciência de qualidade no que se refere à economia do conhecimento natural, ou seja, nas áreas de agricultura (commodities), gás e petróleo e energia limpa.


No entanto, precisamos avançar em outros setores como, por exemplo, o da economia da informação, o do conhecimento e o setor da saúde (fármacos e equipamentos).

Diante desses cenários, emergem as seguintes questões: ser ou não ser pesquisador no Brasil, eis a questão...


Ser pesquisador no Brasil é:

1) Firmar, acima de tudo, um compromisso com a sociedade.
 
2) Estar apto e disposto a construir a imagem de uma ciência forte no Brasil.

3) Entender a ciência como questão estratégica para construção da soberania nacional, mas também para fazer diferença localmente, mostrando à sociedade o que se pode obter a partir dos avanços científicos.

 
4) Superar uma burocracia infernal, frustrante e desgastante para realizar as pesquisas.

5) Superar a falta de infra-estrutura das universidades e centros de pesquisa.

6) Submeter seus trabalhos, constantemente, à crítica da comunidade científica nacional e internacional.


7) Compreender que todos têm algo a ensinar.


8) Lutar para derrubar o muro de Berlim, ainda existente, entre a Universidade e a Iniciativa privada.

9) Se dividir em vários projetos simultaneamente, porque, bem ou mal, a produtividade do trabalho acadêmico é medida em artigos científicos publicados.




10) Apresentar compromisso ético com o trabalho, pois na ciência a mentira tem a perna mais curta do que o convencional, pelo fato dela ser extremamente cartesiana

11) Entender que a ciência que desenvolvemos só é verdadeira se alguém conseguir repeti-la, senão as descobertas cairão no esquecimento.

12) Estar apto a apresentar o conhecimento correto, aplicável, ético, racional, inteligente e cidadão aos governantes de todas as esferas.
 
13) Ter novas idéias, vontade de experimentar e descobrir. Mas descobrir pelo acaso também.

14) Utilizar os métodos mais adequados para potencializar o conhecimento.


15) Utilizar o material mais adequado para aumentar a possibilidade de conhecer.

16) Compreender que as disciplinas ministradas na Universidade não existem por si só, mas que são problemas reais. Por isso, é necessário que, cada vez mais, cada conhecimento tenha a humildade de aceitar ser intercruzado com outros.

17) Entender que a interdisciplinaridade nada mais é do que uma tentativa de aproximação da realidade.

18) Praticar em suas disciplinas uma educação libertacional, ou seja, aquela que não coíbe a criatividade e o estudante é o verdadeiro protagonista, capacitado para buscar seu engrandecimento individual e coletivo.

19) Por todos esses motivos apresentados, ser pesquisador no Brasil é entender que a ciência brasileira precisa ousar mais, almejar grandes feitos e se libertar do complexo de vira-lata, pois, hoje, nossos cientistas já encontram pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima.
 
20) Por fim, a última, mas não menos importante questão: Vale a pena ser pesquisador no Brasil?

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Um abraço e uma boa semana queridos leitores! 
Continuem participando e comentando para ampliarmos, cada vez mais, nossas discussões.
Até o próximo texto! ;D

11.2.11

Jogo do troca

Saudações ao caros leitores desse blog,

De acordo com o autor de teatro francês Pierre de Beaumarchais: “É preciso rir logo de tudo antes que nos obriguem a chorar.” 

Por isso, de maneira análoga ao programa de TV da Band "É Tudo Improviso", vamos começar agora o JOGO DO TROCA.


Procederemos assim: após as perguntas dos personagens ALUNOS, toda vez que eu disser TROCA, o personagem PROFESSOR terá que trocar a última coisa que ele disse por outra (refletindo, na terceira resposta (em itálico), muitas vezes, o verdadeiro significado das frases ditas em sala de aula).

Eu falo TROCA e ele troca na mesma hora! (para os que nunca viram esse jogo, recomendo que assistam o vídeo abaixo para entenderem melhor o post).


Precisamos de um LUGAR... ~~> Uma Universidade.

Precisamos de uma SITUAÇÃO... ~~> Primeiro dia de aula em uma disciplina.

Portanto: 

“PRIMEIRO DIA DE AULA EM UMA DISCIPLINA NA UNIVERSIDADE”


Atenção, VALENDO:

Aluno: “Professor, qual a importância dessa disciplina?
Professor: “Essa disciplina é extremamente útil.” (TROCA)
Professor: “Essa disciplina serve de base para vocês entenderem as próximas.(TROCA)
Professor: “Nunca parei pra pensar quais são os reais objetivos dessa disciplina...”


Aluno: “Mas sendo assim, nós teremos avaliações?!?
Professor: “Apenas uma avaliação ao final da disciplina.” (TROCA)
Professor: “Apenas uma pergunta ao final da disciplina para dar mais emoção.” (TROCA)
Professor: “Apenas pra vocês NÃO se interarem ao longo da disciplina do que sabem, do que não sabem e do que deveriam saber...”


Aluno: “Hum, e como seremos avaliados?
Professor: “Vocês serão avaliados oportunamente.” (TROCA)
Professor: “Vocês serão avaliados em algum momento.” (TROCA)
Professor: “Se eu contar pra vocês TODAS as regras da disciplina vocês deixarão de freqüentar às minhas aulas...”

Aluno: “Ah e, falando nisso, como serão nossas aulas?
Professor: “A disciplina será dada na forma de ditado.” (TROCA)
Professor: “A disciplina será dada na forma de ditado rápido.” (TROCA)
Professor: “Eu não quero ouvir perguntas inúteis e incômodas durante as aulas...” 


Aluno: “Mas não seria interessante que nossas aulas fossem dadas com recursos didáticos variados?
Professor: “Não temos recursos financeiros para isso.” (TROCA)
Professor: “Não temos tanto tempo a perder, pois o conteúdo é MUITO extenso.” (TROCA)
Professor: “Não tenho tanto tempo a perder preparando aulas diferentes, pois sou muito mais valorizado pelo número de artigos que publico...”

  
Aluno: “Ok, mas e no caso de dúvidas com o conteúdo da disciplina, como faremos?
Professor: “Bem, vou lhes apresentar agora o fulano que é mestrando...” (TROCA)
Professor: “Bem, vou lhes apresentar agora o beltrano que é doutorando...” (TROCA)
Professor: “Se vocês forem toda hora na minha sala, não consigo organizar minhas pesquisas...”


Aluno: “Professor, com relação às faltas, se eu trouxer atestado médico elas serão retiradas?
Professor: “Você pode faltar em até 30% das aulas, mais que isso não.” (TROCA)
Professor: “Você pode faltar mais de 30% das aulas, se quiser pegar DP direto.” (TROCA)
Professor: “Se eu não controlar as faltas, ninguém aparece na minha aula...”

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Boa semana leitores!
Comentem esse post para ampliarmos as discussões, ok?
Até o próximo texto!